Cohousing: moradia sustentável e compartilhamento ❤

28 mar

No início das civilizações o ser humano possuía o hábito de viver em tribos e comunidades. Com a urbanização isso se perdeu um pouco e a vida passou a ser mais individualizada, as pessoas passaram a morar sozinhas, não apenas para representar independência como também para buscar um autoconhecimento, onde novas qualidades e características do indivíduo são descobertas.

Pois bem, o excesso de individualidade não fez bem à população, algumas decisões acabaram excluindo as pessoas e mais tarde isso afetou o bem-estar e a convivência entre todos. Mas podemos dizer que estamos superando este acontecimento aos poucos, a prova disto é que o estilo de vida colaborativo está virando tendência.

The Collective, Londres. Imagem via Curbed

Este estilo de vida tem o intuito de diminuir o desperdício, estimular a interação, sustentabilidade e colaboração. Tratando-se de moradia, estamos falando de espaços para uso comum e áreas compartilhadas que irão aproximar cada vez mais os vizinhos, são os famosos cohousing.

Imaginando como este conceito seria aplicado a um espaço físico podemos considerar um condomínio, com lavanderia compartilhada e área para escritório com uma biblioteca, por exemplo, isso falando de um perfil jovem com imóvel compacto de apenas um dormitório.

Casoca, Rio de Janeiro. Imagem via Agência O Globo

Por outro lado, o conceito de cohousing tem sido muito indicado para os idosos, são casas no mesmo entorno um formato que se assemelha as antigas vilas, a comunidade estabelece seus princípios e quase sempre o grupo tem interesses em comum, além do compartilhamento de espaços, quando em contato com outras famílias e pessoas mais jovens o cohousing com idosos promove a troca de experiência, os jovens tem muito a aprender conversando com alguém que poderá dar conselhos sobre situações simples que muitas vezes parecem ser algo sem solução.

Calgary, Canadá. Imagem via Prairie Sky Cohousing

No cohousing não existe uma reunião de condomínio, a vida em comunidade conta com sugestões alternativas dadas em uma conversa afim de atingir total concordância entre os moradores, quando isso não ocorre pergunta-se a determinado morador se ele pode conviver com esta situação mesmo não concordando, por isso o pilar mais forte desta vida colaborativa é que os habitantes tenham muitos ideais em comum.

Sendo assim, quando falamos em cohousing não estamos falando apenas da economia colaborativa, que pode ajudar os indivíduos a reduzirem o seu custo de vida, falamos de uma moradia socioafetiva onde as pessoas se relacionam com seus vizinhos diariamente, pois algumas atividades dependem da comunidade e isso resgata alguns valores, tais como a empatia e solidariedade que talvez tenham se perdido no caminho que traçamos até aqui.

Cohousing no Estado de Nevada, nos EUA

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